05 Joãozinho boa pinta

(Geraldo Jaques / Haroldo Barbosa)

Lançado pelo cantor Blecaute em 1950, o samba ganhou essa versão do próprio Haroldo Barbosa em 1952 (inédita em gravação), para a apresentação de Lúcio Alves e Dircinha Batista no programa Viva o Samba da Rádio Tupi. Dois anos depois fez sucesso nas vozes de Fafá Lemos e Lúcio Alves.

Desfolhando meu caderno de notas
Encontrei seu endereço
Resolvi telefonar
Alô alô, como vai você?
Senti muita saudade
Vou aí lhe visitar
 
Desfolhando meu caderno de notas
Encontrei seu endereço
Resolvi telefonar
Alô alô, 557?
É você, Elizabeth?
Hoje eu quero lhe falar
 
Não sei se ainda posso lhe chamar de meu amor
Não sei se ainda existe aquela velha intimidade
Talvez minha lembrança não esteja bem distinta
Sou eu, o Joãozinho boa pinta
Sei que você se lembra, por favor não diga não
Não venha com a desculpa que eu errei a ligação
Eu não errei, não erro não
 
Eu atendendo o telefone fiquei
Ai sem saber quem me falava
Não reconheci a voz
Alô, como vai você?
Já acabou a intimidade que existia entre nós
 
Eu atendendo o telefone notei
Aquele mesmo lero lero no seu modo de falar
Alô, é 557
É a mesma Elizabeth que deseja desligar
 
Eu sei que já não posso lhe chamar de meu amor
Eu sei que não existe mais a velha intimidade
Eu sinto que é verdade e talvez você não sinta
Você pode ficar com a sua pinta
E risque do caderno minha letra por favor
Conheço esse jeitinho de chamar de meu amor
De meu amor, de meu amor

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participação especial João Cavalcanti
voz Antonia Adnet
guitarra Rodrigo Campello
acordeon Marcelo Caldi
piano Marcos Nimrichter
baixo Jorge Helder
bateria Antonio Neves